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sábado, 16 de dezembro de 2017

LIDIANE TRAVASSOS – A BELA DA SEMANA


Impossível não deixar-se seduzir pelo encanto proveniente destas dádivas, impossível é não contagiar-se ao fascínio quando diante de nós apresenta-se o ser supremo denominado mulher, impossível não prostrarmo-nos diante do visível espetáculo, impossível é ter o domínio da razão, quando diante de nós há os seres de infinda beleza, seres que nasceram com o dom natural da superioridade, daquela superioridade que encanta os olhos repercutindo toda a definição de sua real grandeza.

Assim ocorre com Lidiane Travassos, parte do seleto grupo daquelas que dada a imensidão da formosura, faz da mulher o maior espetáculo manifesto pela natureza, na grandeza dos detalhes que compõe tamanha supremacia, Lidiane é ícone e  têm para si a atenção de olhos sempre seduzidos pelo encanto proveniente de mulheres que caprichosamente existem para fascinar.

fascínio é o que não falta a estes seres supremos que semelhantemente a Lidiane, estão para os louvores, nela há a beleza capaz de reter olhares, e por falar em olhar, o dela é cativante, seu rosto é um poema divinal, estrela alguma rouba o lume do seu sorriso, seu corpo é a sintonia perfeita da que inspira poesias...

Há mulheres que de tão belas são supra-humanas, tamanho o encanto que muitas vezes elas nem dão conta que possuem, neste rol de seletas, existem aquelas que acrescido a beleza, tem também a simpatia, primor que as tornam ainda mais fascinantes... A mulher tem muito do que denomina o divino, a mulher tem muito do que não conseguimos definir, por questão de ser magnífica e Lidiane está entre estas que se diferem do senso comum tornando-se especial.

Ah, a beleza feminina, de onde tirar palavras para descrevê-la? Como expressar em letras o que é inefável? Lidiane Travassos é parte deste mundo de deidades, esta pátria de belas que nos gera dúvidas, serão elas desta galáxia? De onde saem com tamanho poder de fascinar?...

Lidiane é encantadora, beleza que nos favorece, beleza plena de graça, beleza que nos faz calar... Inconscientemente fazemos silêncio, como uma forma de reverência, como assim o deve ser, pois a mulher é o mais fiel testemunho que entre nós existe um ser maior.

Apreciemo-na, pois, e neste ensejo, brindamos o privilégio por tê-la neste espaço onde posam as donas da beleza... Os sete dias que seguem é o momento para aproveitarmos de tão inenarrável colírio, ela é sorte ao sentido da visão, ela é um toque de classe a nossa página, a beleza tem cor morena, ela é Lidiane Travassos, ela é a bela da Semana.

*LIDIANE DOS SANTOS TRAVASSOS – Marilena/PR – Filha de Cláudio dos Santos Travassos e Ivonete Aparecida dos Santos Travassos. Lidiane é torcedora do São Paulo e está terminando o Ensino Médio no Colégio Estadual Princesa Izabel.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O bicho tá pegando - Receita intensifica blitze contra inadimplência de IPVA


CURITIBA (ANPr) - A Receita Estadual tem intensificado nas últimas semanas o número de ações conjuntas com os Batalhões de Polícia Militar na realização de blitze para consultar a situação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

De acordo com a inspetora de fiscalização da Receita Estadual, Daniela Aparecida de Paula, esse tipo de trabalho tende a inibir os maus pagadores. “São ações de cidadania que favorecem os bons pagadores”, diz.

Até o momento foram consultados 13.968 veículos, dos quais 1.040 apresentaram débitos no valor total de R$ 1,028 milhão. O índice de inadimplência constatado nas operações foi de 7,5%. No caso de pendência, uma guia é emitida na hora e entregue ao condutor, para pagamento.

A inadimplência do IPVA tem diminuído nos últimos anos no Paraná. Em novembro de 2016, o valor devido do imposto era de 12,1%. Em 2017, caiu para 11,9%.

Via – Diário do Noroeste

Festas de final de ano - Nova Londrina tem programação até o réveillon

A Associação Comercial e Empresarial, em parceria com a Prefeitura, promovem shows artísticos neste final de ano em Nova Londrina. Uma praça de alimentação foi montada na Praça dos Pioneiros. Siga o cronograma dos eventos:


Para a noite de hoje (15), às 20h30, haverá show com Wilson Nunes. No sábado (16), o comércio funcionará até 17h e a atração musical será com a dupla Laysla e Caio.

Na segunda-feira (18), o cantor Lucas Paes se apresentará a partir das 20h30 e o comércio estará aberto até 22h. Na terça-feira (19) a apresentação será do cantor de Nova Londrina Rafael Guimarães.

De acordo com as informações da Acinol, na quarta-feira (20) a apresentação será do cantor paranavaiense João Henrique. No dia 21 haverá dois shows - com a cantora Amanda e com o Grupo Viola Herança Caipira.

Na sexta-feira (22) a Acinol programou um show com a cantora Silvania Lima. Já no sábado (23) a apresentação será com Janny Moraes, da cidade de Guairaçá.

As apresentações não param com a chegada do Natal, seguem até o réveillon. No dia 26 de dezembro voltam as apresentações artísticas com show às 20h30, com o cantor Fernando Moreira, de Nova Londrina. No dia 27, o palco montado na Praça dos Pioneiros receberá Tiago Oliveira.

Os amantes da música sertaneja terão no dia 28 de dezembro o show com a dupla Cleiton Viola e Cidão. No dia 29, às 20h30, a apresentação será com “O Peruano” de Maringá. O encerramento das festividades será no dia 30 com a apresentação de Lucas Minelli.

Segundo o diretor da Acinol, Ricardo Bertochio Gimenes, no dia 31 de dezembro a Associação Comercial e a Prefeitura promovem o “Show da Virada”. Nessa noite haverá apresentação com a Banda Showbiss e terá queima de fogos de artifício.

NATAL ENCANTADO - Milhares de pessoas participaram do “Natal Encantado” na Praça Matriz de Nova Londrina. No local houve a inauguração da iluminação de Natal da cidade. Também teve a apresentação da peça teatral “entrevista com Noel”, do grupo Parabolé.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, aproximadamente três mil pessoas estiveram no evento que no final teve a distribuição de doces e mil brinquedos.

A promoção do Natal Encantado foi do Provopar Estadual e com apoio da Prefeitura, Câmara de Vereadores, Associação Comercial e Empresarial de Nova Londrina (Acinol) e Provopar Municipal.

O prefeito Otávio Henrique Grendene Bono (Vico) destacou o trabalho de sua equipe que enfeitou a Praça Matriz e as Avenidas Londrina e Brasil. “Hoje estamos cumprindo uma nobre missão de espalhar sorrisos nos rostos de tantas crianças. Além disso, trabalhamos uma decoração natalina para incentivar nossa população a comprar em nosso comércio”, disse Vico.

EU NÃO AMO O BRASIL

Eu não amo o Brasil. Por que deveria amá-lo? 


Houve uma época em que eu sinceramente acreditei no conto do Patriotismo. A época era outra. Eu também. Na escola cantávamos o Hino Nacional, sempre com medo de errar – afinal, era “amor eterno” ou “sonho intenso”? E aquele papo de “amor febril pelo Brasil? ”. Queriam por todo modo que fossemos todos febris e destemidos.

Além dos hinos, haviam os contos militares nos livros de história, contando anedotas como a da frase heroica de Caxias na ponte de Itororó, conclamando: “Quem for brasileiro que me siga!”.  Em todos os cantos havia o chamado a amar a Pátria, amar a bandeira, amar o hino. Por trás de tudo, na sala da Diretora, estava um general carrancudo numa foto.

Quantas vezes haviam concursos de redação com o tema patriotismo? Quantas bobagens não escrevemos contando que a cor de nossa bandeira eram os nossos recursos naturais (na verdade, o verde-amarelo eram as cores da Casa de Bragança!). Ou então dando exemplos históricos de patriotismo no Brasil, que recolhíamos em livros não muito rigorosos com a verdade histórica.

O patriotismo do tempo da Ditadura, no entanto, acabou-se que era doce quando a classe média não tinha mais como comprar fuscas ou passear em Buenos Aires e tomar uma cueca-cuela. A popularidade do governo militar e seus tecnocratas despencava na medida em que a economia vacilava. Entretanto, eu ainda não entendia aquilo tudo. Venho de uma família muito nacionalista, tanto de direita quanto de esquerda. O nacionalismo era o que nos unia. Por vezes, mesmo já me considerando de esquerda, eu me espantava, quando era rapaz, com as pessoas que criticavam o patriotismo ou que criticavam o Brasil. E o Amor Febril?

Com o passar do tempo, aquelas historias militares e aquele verde-amarelismo tosco foram sendo substituídos por sentimentos diferentes. Entendi, no começo da juventude, lutando pelas Eleições Diretas para presidente (DIRETAS JÁ!), que eu não amava mais o Brasil varonil das canções militares, aquelas que nos diziam que devíamos viver pela Pátria e morrer sem razão.

Como posso amar esse pais que se pinta todo de verde-amarelo somente às vésperas de uma Copa do Mundo, com uma bandeirinha tímida na porta das casas? Como amar o pais que no passado tinha como lema que se devia ama-lo ou então ir embora – “Brasil ame-o ou deixe-o”?

Que amor é esse?

Hoje, eu entendo este amor diferente. Eu não amo o Brasil dos manuais de Patriotismo, aquele que diz que patriotismo é amar e respeitar os símbolos: bandeira, brasão, hino. O patriotismo brasileiro é sui-generis: você tem que amar uma pátria que não te representa? Que no passado escravizou nossos avós negros e índios? Como amar um pais hoje que não respeita os direitos dos cidadãos mais pobres? Que não garante liberdade, pão e terra para todos? Como falar que o brasileiro não tem patriotismo se a Pátria ela mesma não tem brasileirismo?

Como amar um país cindido em dois, um Brasil branco e rico e o outro, preto e pobre? Um país onde os trabalhadores mais humildes sofrem com a exploração de mão de obra, com falta de acesso ao estudo, sem perspectiva de melhorar sua vida?

Eu não amo o Brasil. Eu amo os brasileiros, aqueles que extraem algum sentido do lugar sem sentido onde vivem.

Por outro lado, não se ama um país com o qual não temos laço – de família, de história, de vida. O patriotismo tal como inventado lá atrás na Revolução Francesa tinha este sentido – proteger a nós e os nossos dos “feroces soldats” da tirania. Na Primeira Guerra Mundial, em nome deste tal patriotismo, milhões de pessoas morreram como bois no matadouro pela conquista de alguns metros de terreno, ou pela glória de algum general.

O nazismo e o fascismo também foram exemplos acabados de como fazer de pessoas honestas soldados ferozes e cruéis, as buchas de canhão do patriotismo. E assim, juntando os exemplos históricos que conhecemos, não há como não concordar com a famosa frase de Samuel Johnson (1709-1784): “o patriotismo é o último refúgio do canalha”.

Portanto, eu não amo o Brasil. Não amo seus símbolos. Acho um absurdo ficar falando de patriotismo sem cidadania. Um pais que teve escravos e não tem políticas de ações afirmativas decentes é um pais a se amar? Devemos amar o Brasil como as pessoas que pregam intervenção militar dizem? Felizmente para nós, tem um problema: os militares não amam a Pátria, amam seus empregos...
Hoje, muitos outros usam o Patriotismo para ações de ódio e de xenofobia. Se escudam em noções e conceitos antiquados (e fascistas) para dizer não ao outro, ao estrangeiro. Houve até a piada-pronta de um grupo que protestou na Avenida Paulista contra a imigração. Como disse um humorista de plantão, “no Brasil somente os Índios tem este direito. E ali na passeata não se viu índio nenhum”.

Eu amo as pessoas que eu amo, e isso não tem país. Hoje, posso dizer que tenho amigos pelo mundo. Eu amo minha terra não porque ela é minha terra, mas porque ali estão minhas raízes, minha família, meus amigos. Tudo isso e mais uma paisagenzinha bonita, tipo uma tarde de verão na Feira-mar, em Antonina, e está feito o estrago...

Patriotismo não. Sentimento do mundo sim. Ao Brasil, eu prefiro os brasileiros.

Via - Urublues

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O MINUTO DE BARBOSA


Aquilo foi pouco tempo, menos de um minuto. Gighia passou por Bigode no meio do campo e veio vindo. Uns dizem que Bigode ficou acovardado. Outros lembram ainda do tapa que Bigode levara há pouco de Obdulio Varela e não reagira. Time medroso. O cúmulo da covardia diante da  pátria de chuteiras.

Gighia avança, Fontana o acompanha de longe, voltando de costas, sem dar combate. Barbosa começa a pular nervoso, de sobreaviso - saio ou não saio? Milhões de olhos o acompanham, os músculos se retesam, os olhos não perdem um lance da aproximação de Gighia, que avança.

De todos os lados os olhos ansiosos estavam pregados naquela cena que se desenrolava veloz, Gighia já está entrando na grande área conduzindo a bola de cabeça baixa como um búfalo furioso, toda perseguição parecia inútil. O Maracanã, com mais de sessenta milhões de pessoas, toda a população brasileira daquela época, assistia mudo Aparício Varela entrando na área.

Tempos modernos, agora não eram trinta e três, mas somente onze. Capazes de anular toda a República, como um dia abalaram o Império. Os uruguaios estão chegando. Gighia chega mais perto e desfere o chute. Barbosa tem pouco tempo. Prepara-se nervoso, retesa os músculos e salta. A bola resvala em seus dedos e sai pra escanteio. O Maracanã respira aliviado. O jogo continuava empatado.

Terminado o jogo, éramos os melhores do mundo. Aquele dia os milhões de pessoas que lotavam o Maracanã não viram Barbosa cabisbaixo buscar a bola do desempate uruguaio no fundo das redes. Não houveram os pulos de alegria que Gighia dava com o jogo virado. Não houve a festa celeste. Não houve lágrimas entre a torcida brasileira, nem choros convulsivos dentro e fora do gramado. E, principalmente, não houve Obdulio Varela levantando a taça como o Gumercindo Saraiva que finalmente amarrava seus cavalos no centro do Rio.

Se Barbosa não tivesse espalmado aquele chute, viveria uma vida de caras viradas, de palavras rudes, de recriminação, de silencio e esquecimento. Teria que viver explicando que não fora frango, que não havia caveira de burro enterrada debaixo de sua meta. Não, a bola enfiada por Gighia não passara por entre seus dedos com o resto de sua vida. O minuto que começara com o drible e a arrancada havia terminado.

Ghigia não marcara o gol, e agora o Maracanã agradecido aplaudiu os artilheiros. Encerrado o jogo, cartolas invadiriam o gramado, felizes. Afinal, agora eles seriam consagrados como responsáveis pela conquista, desde as goleadas contra Suécia e Espanha até àquele suado empate com o Uruguai, dentro do Maracanã lotado. Os cartolas todos foram posteriormente eleitos deputados federais, e fizeram brilhante carreira na política.

Canções foram compostas para louvar os artilheiros, seus salários foram melhorados. Um filme foi rodado com os gols da partida, mostrando as cenas de júbilo e entusiasmo da torcida. Era o primeiro campeonato do mundo de futebol conquistado pela seleção brasileira. E dentro de nossa casa! O filme com o jogo da final de 1950 passou nos cinemas de todo o País, e mostrou aos meninos a glória de vestir o uniforme branco da seleção brasileira.

Depois de ter com a ponta dos dedos espalmado o chute venenoso de Ghigia, segregado àquela estranha profissão de hunos, sempre pisando onde não nascia grama, Barbosa continuaria em silêncio sua sina de buscar bolas no fundo do gol.



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

POR ONDE ANDAM OS LOUCOS?

Tirei daqui
Os loucos de outrora que sempre traziam o riso estampado na cara...

Por onde andará a galera sangue bom, os despreocupados, aquela gente incrível que fazia das noites momentos deliciosos e incomparáveis.

Que fim levaram os loucos, os reis dos sábados especiais? Cadê cada componente que  na lanchonete emendava as mesas e ali bebiam, comiam e viviam na também extinta luar de prata?

Onde entraram as meninas lindas daquele tempo que alumbraram  tantos olhares? Que fim levou aquela galera que valia a pena?

Hoje a avenida expõe outros rostos, outras gentes, são apenas leigos que não protagonizaram as histórias de infindas madrugadas andando a pé. Cadê aqueles jovens de ontem? Aqueles que flertavam num tempo onde não existia celulares nem sites de relacionamento?

Saudades daquele povo magnífico, numerosa gente que o destino foi tirando um por um e aos poucos desfalcando a grande turma. Alguns se foram pra sempre, outros foram tragados pelos compromissos, caíram na malha do sistema que a todos devora.

Velhos tempos, verdes dias, dias que transformaram os adolescentes risonhos em mulheres e homens carrancudos, calvos e tristes. Tempo cruel que ofuscou o brilho de tantos olhares, tempo que usurpou o tempo de sair e curtir a vida nas inesquecíveis noites e dias.

Doces saudades do outro tempo, quando os espaços públicos eram ocupados por caras diferentes das de hoje.

Segue esta postagem em homenagem a cada um daqueles que faziam o mundo melhor, saudades da patota que fazia das salas de aula, a melhor maravilha do mundo.

Neste deserto sem doidos felizes de agora, eu pergunto: Meus diletos loucos, onde andam vocês?


Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.
Publicado pela primeira vez AQUI

OS VERMES FELIZES


As chuvas estão cada vez mais intensas. Os temporais se avolumam, felizmente sem muito vento. Faz até um tempo mais fresco e agradável. No interior de Goiás, quando esse tempo começava, o pessoal dizia, com o acento característico: “invernô baum”.

O solo ainda não está encharcado, e as frutas “da água” começam a dar suas flores: nosso pé de acerola já começou a dar umas florzinhas tímidas e azuladas. Os passarinhos felizes saem a procurar alimento. Pardais vasculham a grama a procura de minhocas.

Os insetos zunem felizes com o calor e a umidade. Ficamos preocupados com os mosquitos: já houve um caso de chukungunha no bairro. Potes, vasos e utensílios domésticos devem ser virados pra baixo, pra não deixar a agua acumular.

De todos os animais do jardim, os mais felizes, entretanto, são os vermes da composteira. Cada vez que vou jogar alguma coisa por lá eu vejo que eles aumentaram em quantidade. Eles vivem numa superabundância. O calor, a umidade e a oferta contínua de alimento fazem vermes gordos e felizes. Restos de mangas e coisas moles e doces são as primeiras coisas a serem atacadas. É uma comilança feliz.

Estes dias, ao voltar da composteira, pensei nos projetos do governo golpista. O paralelo é claro. Estamos num momento em que tudo é feito com a maior desfaçatez. Milhões são aprovados em renúncias fiscais, em liberação de verbas parlamentares, em distribuição de cargos. Tudo em superabundância, como os vermes da composteira.

Nós, do outro lado, estamos em contenção de despesas, contingenciamento, penúria e escassez. Sem falar dos milhões de desempregados. A chuva e o calor ainda não chegaram.

Os vermes felizes e protegidos. Semana passada, ao tomar posse, o superintendente da Policia Federal fez um discurso obsceno sobre malas e provas. Mas ninguém prestou atenção. No máximo, umas figurinhas de “grr” no facebook.

Índios e pequenos posseiros continuam ameaçados por grileiros e capangas dos fazendeiros. Não há mais proteção, não há mais pudor. O sangue escorre dos grotões.

Nas cidades, pipocam aqui e ali os projetos da grife “Escola sem partido”. Com o discurso da moralidade, a censura ameaça as escolas e os professores. Só falta começar abertamente a caça às bruxas.

Faz calor, o mormaço se instala. O ar fica mais “pesado”, os insetos se agitam. O céu escurece. Vai chover. Os vermes, felizes, prosseguem sua faina de comer e comer e comer.

Parece que nada detém os vermes. As pessoas que diziam combater a corrupção estão felizes. O governo popular que os incomodava está por ora afastado. Os deputados e o presidente golpista estão perto de cercear a Policia Federal: uma mala cheia de dinheiro não prova nada.

Os tais dos meninos liberais estão assumindo sua cara de ogro e provando que o liberalismo brasileiro não é tão liberal assim. Os liberais de 64 aplaudiram a deposição de João Goulart, assim como os liberais da República Velha eram coronéis mandões e os do império não se opuseram a principio contra a escravidão. A perseguição moralista e censuradora que os jovens liberais fazem aos artistas e à liberdade artística está de acordo com as ideias autoritárias dos que querem a volta do autoritarismo militar. Tudo certo.

Os vermes continuam. A “suruba” dos vermes não para.

A primavera se desmancha em calor e umidade. Nuvens negras passeiam livremente pelo céu. Céu roxo, cinza chumbo, como diria o poeta. O pais assiste mudo à catástrofe que se aproxima.

Vamos permitir?

Os vermes – e só os vermes – estão felizes.

Via - Urublues
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