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sábado, 23 de setembro de 2017

ISTEFANY GARCIA – A BELA DA SEMANA


Agraciados são os olhos que contemplam o poema Istefany Garcia, mulher de beleza desmedida, típica escultura feminina que tem o propósito de encantar, colírio natural que fascina olhares e maravilha as almas. Istefany é prova da existência divina, é a conclusão indiscutível de que o mundo está aos pés destas belas criaturas que iguais à ela, nasceram com o privilégio de ser mulher.

Mulher em sua mais gloriosa condição, se ela vivesse nos dias da Grécia Antiga, Olimpo seria o seu habitat, o lugar natural das deusas possuidoras de fascinação desmedida seria para ela, se vivêssemos naquela época, Istefany ilustraria a mitologia dos antigos atenienses...

Porém, tal sorte caiu sobre nós, somos nós os contemporâneos da beldade em questão e não pecamos ao afirmarmos que uma das mulheres mais lindas do mundo viva em Diamante do Norte.

Seria a terra das orquídeas um oásis de belas escondido neste extremo noroeste do Paraná? Norteados pela quantia de mulheres procedentes daquela cidade e que já adornaram nossa página, não há dúvidas que sim e Istefany está aqui testificando que é em Diamante que garimpamos as beldades cujo a beleza excede a de todas as joias...   

Istefany é o exemplo lúcido de beleza desmedida, impossível falarmos em formosura feminina, sem antes colocar seu nome no rol das seletas criaturas que atrai olhares, olhares admirados, cobiçosos, encantados pelo deslumbre externado na imagem de quem sabe que é bonita....

Quanto à sua beleza, é óbvio que palavras são insuficientes, é claro que o que dissermos, ficará aquém da plenitude de sua maravilha, é evidente que em Istefany estão presentes os predicados que a torna Deusa e é merecido que ela seja homenageada, pois, em virtude de sua inenarrável imagem, somos seus admiradores.

O pedestal das beldades sente-se honrado em ser pisado pelos formosos pés de Istefany e ela, vê após si, um séquito de fãs encantados por sua formosura. Istefany é moldada na sinuosidade impecável do criador que em seu exímio capricho, fez da mulher a obra mais perfeita da criação.

Ela torna bonito qualquer ambiente, ela é destaque, ela é evidência, Istefany é referência...

Os bons adjetivos não lhe estão ausentes, prostremo-nos, Istefany Garcia é a Bela da Semana.

*ISTEFANY CAROLINE RODRIGUES GARCIA – Diamante do Norte/PR - Istefany é filha de Andreia Candido Rodrigues e Joseli Garcia Lessa, corinthiana de coração, Istefany estuda o 3º Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Reynaldo Massi em Diamante do Norte.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Em fala para inglês ver, Temer distorce realidade econômica e social

Na abertura da Assembleia Geral da ONU nesta terça (19), o presidente Michel Temer discorreu sobre uma realidade paralela, diferente da vivenciada pelos brasileiros. Falou de superação da crise, quando muitos veem a economia estagnada; de equilíbrio fiscal, apesar dos déficits recordes; de promoção de políticas sociais, que na verdade sofreram cortes. Teceu loas à abertura do Brasil, como se isso fosse positivo. “É tudo ilusório, discurso para inglês ver”, avalia o economista Guilherme Delgado.


Por Joana Rozowykwiat
Na sua fala, Temer disse que o país atravessa um momento de transformações decisivas, que teriam impacto positivo. “Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal. E, com ele, a credibilidade da economia”, afirmou.

Após uma queda acumulada de quase 7,3% entre 2015 e 2016, a economia brasileira de fato parou de cair e registrou um avanço de 1% e de 0,2% no primeiro e segundo trimestres de 2017, respectivamente.

Ocorre que essa era uma situação esperada, causada por fatores pontuais - como a boa safra agrícola -, e não aponta para a retomada sustentável do crescimento, conforme vários economistas. Inclusive porque o resultado positivo recente é muito pequeno, na comparação com o baque dos períodos anteriores, fazendo com que o PIB do último trimestre permaneça menor que o registrado no primeiro trimestre de 2016.

Para Delgado, o discurso de que a recuperação está em curso e decorre das reformas promovidas pelo governo “é ilusório”. “Se você está em crescimento negativo e passa a crescer 0,2%, chamar isso de tendência é fazer os outros de trouxa”, disse.

“Nada disso corresponde ao Brasil real. Não tem recuperação, há movimentos conjunturais, que, numa economia muito deprimida, é natural ocorrem. Nessa circunstância adversa, a única notícia importante nesse período foi o crescimento físico da produção de grãos. Mas isso é uma notícia que tem certa ambiguidade, porque não necessariamente esse crescimento foi acompanhado de melhoria na exportação em valores”, completou.

13,3 milhões de desempregados

Nas Nações Unidas, Temer também declarou que o país voltou a gerar empregos. Segundo dados do IBGE – que abarcam o mercado formal e informal -, a população ocupada aumentou em 1,4 milhão de pessoas (1,6%) no trimestre encerrado em julho. Mas a alegada recuperação dos postos de trabalho se apoia, principalmente, na substituição de trabalhadores com carteira assinada por aqueles na condição de informalidade. Houve aumento de 4,6% dos trabalhadores sem vínculo na carteira. E, ainda assim, o Brasil permanece com 13,3 milhões de desempregados.

Já os números do Caged, do Ministério do Trabalho - que reúnem apenas o mercado formal – mostram que foram criados 103.258 empregos formais de janeiro a julho deste ano, contra um saldo negativo de 623.520 postos em igual período de 2016.

"A recuperação mostrada pelo IBGE ainda precisa ser confirmada e os empregos criados foram predominantemente informais. E, de qualquer forma, essa flutuação do emprego nos remete ainda a um patamar de desemprego muito alto. Você sai dos 13,3% de desemprego para 12,5%. Isso é ainda mais que o dobro do que tínhamos em dezembro de 2014. Então houve uma flutuação conjuntural, mas que não tem nada a ver com reformas, como ele diz”, pondera Delgado.

De acordo com o economista, o discreto resultado positivo do PIB também não tem relação com as reformas anunciadas pela gestão. Inclusive porque algumas delas sequer se materializaram ainda.

“A reforma trabalhista, por exemplo, nem entrou em vigor. A da Previdência não saiu do papel. E atribuir qualquer resultado à PEC do teto de gastos não faz sentido, porque ela tem sido um obstáculo à provisão de bens públicos e não causa de qualquer melhoria”, elencou.

Quanto ao equilíbrio fiscal, bandeira única da gestão Temer, basta lembrar que o governo acabou de revisar a meta de déficit fiscal, ampliando o rombo para 2017 em R$ 20 bilhões. Agora, a estimativa é de déficit de R$159 bilhões e, mesmo assim, parte da equipe econômica ainda avalia que pode ser preciso uma nova alteração.

“A situação fiscal, a se ver pela meta de déficit primário e nominal, continua na mesma faixa de proporção do PIB. Eles não melhoraram nada. E a meta fiscal ainda teve que ser revista muito por causa de anistias e isenções que eles deram para pagar a conta da votação, na Câmara, da denúncia contra Temer”, disparou o economista.

Política social derrete com teto de gastos

No seu discurso, o presidente brasileiro defendeu ainda que “recobramos a capacidade do Estado de levar adiante políticas sociais indispensáveis em um país como o nosso”. Segundo ele, “nosso olhar deve voltar-se, também, para as minorias e outros segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade. É o que temos feito no Brasil, com programas de transferência de renda e de acesso à habitação e à educação”.

Mas a verdade vai na direção contrária, já que o governo - cujo início ficou marcado por ser formado por homens, brancos e velhos - promoveu cortes em diversos programas. E a prioridade dada pela gestão aos temas sociais está explícita na fala de alguns ministros, que foram a público atacar a saúde e a educação pública e defender a privatização em áreas estratégicas.

“A política social não melhorou, pelo contrário, declinou do ponto de vista da garantia de recursos. No período 2016-2017, o orçamento público, por disposição legal, ficou constrangido. Você atacou o orçamento da seguridade social, impediu que as vinculações orçamentárias do Cofins e CSLL se aplicassem ao gasto social. A política social derreteu nesse período, sob a égide da PEC dos gastos”, indicou Delgado.

Benevolente com interesses estrangeiros

Presidente do entreguismo, Temer declarou, na ONU, que esse “novo Brasil” que surge com as “reformas” está muito mais “aberto ao mundo”. Guilherme Delgado ressaltou que esse trecho condiz com as atitudes do governo, que “vem fazendo um processo de concessão máxima aos interesses do capital internacional”.

“Ele está é oferecendo recursos naturais, ativos como reservas do pré-sal, áreas de agricultura, concessões de serviços públicos. O problema é que você faz esse esforço e tem a expectativa de que porque é um governo benevolente com o interesse estrangeiro, a contrapartida será o capital estrangeiro vir para salvar a pátria”.

Mas a experiência mostrou o contrário. Na sua avaliação, trata-se da mesma retórica do grupo conservador, que já existia nos governos Fernando Henrique Cardoso, algo que “degringolou” exatamente porque não houve essa contrapartida externa.

“O país se endividou, tornou-se campeão de importação de tudo que vem do resto do mundo e não conseguiu crescer. Sofreu num ataque especulativo. Replicar essa estratégia tucana, com apoio ostensivo dos mercados financeiros, não tem significado, não é por aí que você vai realizar o projeto de crescimento. Não tem leitura histórica nesse sentido”, colocou.

Para o economista, a saída para a crise vai na direção contrária. “Quando você não tem o papel coordenador do Estado no investimento em infraestrutura, nem o mínimo de articulação interna dos blocos privados e estatais para sair à frente, o país fica empancado. Não tem isso de que vai crescer porque entregou tudo para o exterior”, criticou.

De acordo com ele, o discurso econômico de Temer é “retórica pura e vazia”. “É um discurso que poderia ter sido escrito há 20 anos pelo grupo do Plano Real, que tinha até mais até com mais tecnicalidade e verve, porque eles apresentaram a fatura do fim da inflação. E esse governo não apresentou nada até agora. Nem é o governo do crescimento, nem da distribuição, nem da estabilidade”, encerrou.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Acidente com o ônibus de Nova Londrina - Dono dos animais sobre a pista pode ser responsabilizado

Um ônibus com 35 estudantes de Nova Londrina se acidentou no final da noite de quarta-feira na BR-376, Km 63, perto da Fazenda Matão. O veículo atropelou cinco cabeças de gado que estavam na pista e o motorista perdeu o controle.


Responsabilidade pode recair sobre o dono dos animais.

O ônibus de estudantes, já desgovernado, também bateu numa árvore e numa carreta (bitrem) carregada de milho. Parte da carga se espalhou pela pista. Três pessoas ficaram feridas, sem gravidade. Ontem à tarde apenas o motorista permanecia internado na Santa Casa de Paranavaí.

Um integrante da Polícia Rodoviária Federal - PRF, confirmou que as informações do acidente devem ser encaminhadas para inquérito da Polícia Civil. Cabe a ela as investigações e possível responsabilização para denúncia a ser apresentada ao Ministério Público.

O gado tinha “brincos” de identificação nas orelhas. Por isso, não deverá haver dificuldade de localização. Todas as cinco cabeças morreram na hora com a pancada frontal do ônibus.

A estudante de Direito, Aline Moura, detalhou ao DN por telefone a situação vivida. Concorda que foi um grande susto. Diz que não houve tempo para o motorista desviar.

Ainda assim, após bater nos animais, ele tentou controlar o veículo. Bateu numa árvore, que em princípio ajudou a diminuir a velocidade. Posteriormente, atingiu a lateral da carreta e tombou fora da pista. 

A BR-376 não chegou a ser interditada. Isso porque os veículos e parte da carga de milho espalhada ficaram fora da pista de rolamento. Também o horário contribuiu, já que na madrugada é menor o trânsito de veículo na BR-376.

O Código Civil em seu artigo 132 cita a exposição da vida e da saúde de outros em perigo. Também o Código Penal em seu artigo 31 (Lei das Contravenções) cita a negligência na guarda de animais perigosos.

General do Exército ameaça 'impor solução' para crise política no país

Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que uma "intervenção militar" poderá ser adotada se o Judiciário "não solucionar o problema político", em referência à corrupção de políticos.

General Antônio Hamilton Martins Mourão
Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que "impor isso" [ação militar] e que essa "imposição não será fácil". Segundo ele, seus "companheiros" do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após "aproximações sucessivas".

"Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso."

O general afirmou ainda: "Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas". Segundo o general, o Exército teria "planejamentos muito bem feitos" sobre o assunto, mas não os detalhou.

Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.

A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros. Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como "irmão", isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

Ele se definiu como "eterno integrante da [comunidade de] inteligência", tendo sido graduado como oficial de inteligência na ESNI (Escola do Serviço Nacional de Informações). Criado após o golpe militar de 64 e extinto em 1990, o SNI era o braço de inteligência do aparato de repressão militar para ajudar a localizar e prender opositores do governo militar, incluindo sindicalistas, estudantes e militantes da esquerda armada.

Um dos organizadores do evento, o "irmão" Manoel Penha, brincou, no início da palestra, que havia outros militares à paisana na plateia, com "seu terninho preto, sua camisa social". Ele afirmou em tom de ironia: "A intervenção que foi pedida, se feita, será feita com muito amor".


Na sua exposição, de quase uma hora, o general criticou a Constituição de 1988, que segundo ele garante muitos direitos para os cidadãos e poucos deveres, atacou a classe política. "Sociedade carente de coesão cívica. A sociedade brasileira está anímica. Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção brasileira ou então sai brigando entre si em qualquer jogo de time de futebol. Crescimento insuficiente e o Estado é partidarizado. O partido assume, ele loteia tudo. Tal ministério é do sicrano, tal do fulano, e aquilo é porteira aberta. Coloca quem ele quer lá dentro e vamos dar um jeito de fabricar dinheiro."

O general respondeu a uma pergunta lida pelos organizadores do evento, segundo a qual "a Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas". Contudo, "intervenção militar" não é prevista em nenhum trecho da Constituição. O artigo 142 da Carta, que costuma ser citado por militantes na internet, fala apenas que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria e "à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes [Poderes], da lei e da ordem". O texto, portanto, condiciona uma eventual ação militar a uma iniciativa anterior dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A pergunta também sugeriu um "fechamento do Congresso".

Na sua resposta, contudo, Mourão não rebateu a afirmação contida na pergunta de que uma "intervenção" seria constitucional e nada falou sobre fechamento do Legislativo. Pelo contrário, elogiou-a como "excelente pergunta".

Em nota neste domingo (17), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, organização não governamental, disse que vê com "preocupação e estranheza" a sugestão do general de que o Exército poderá "intervir militarmente, caso a situação política não melhore". "Esta declaração é muito grave e ganha conotação oficial na medida em que o General estava fardado e, por isso, representando formalmente o Comando da força terrestre. Ela é ainda mais grave por ter sido emitida pelo Secretário de Economia e Finanças, responsável pelo gerenciamento de recursos da Força e, portanto, soar como chantagem aos Poderes constituídos em um momento de restrição orçamentária."

"O Exército Brasileiro tem pautado sua atuação no cumprimento da lei, buscando ser fator de estabilidade política e institucional. Não é possível, neste delicado quadro, vermos a confiança da população nas Forças Armadas ser abalada por posturas radicais, ainda mais diante da aguda crise de violência que atinge o país", diz a nota.

A Folha procurou na tarde deste domingo (17) o Comando do Exército e o Ministério da Defesa para ouvi-los sobre as declarações do general. Em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército informou "que o Exército Brasileiro, por intermédio do seu comandante, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas tem constantemente reafirmado seu compromisso de pautar suas ações com base na legalidade, estabilidade e legitimidade". A Folha pediu um contato com o general Mourão, para que comentasse suas declarações, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. A Defesa também não se manifestou.


A seguir, a íntegra do trecho em que o general falou sobre a "intervenção".

Pergunta: [apresentador lê um papel com a pergunta] "A Constituição Federal de 88 admite uma intervenção constitucional com o emprego das Forças Armadas. Os poderes Executivos [sic] e os Legislativos estão podres, cheio de corruptos, não seria o momento dessa interrupção, [corrigindo] dessa intervenção, quando o presidente da República está sendo denunciado pela segunda vez e só escapou da primeira denúncia por ter 'comprado', entre aspas, membros da Câmara Federal? Observação: fechamento do Congresso, com convocações gerais em 90 dias, sem a participação dos parlamentares envolvidos em qualquer investigação. Gente nova."

Mourão: Excelente pergunta. Primeira coisa, o nosso comandante, desde o começo da crise, ele definiu um tripé pra atuação do Exército. Então eu estou falando aqui da forma como o Exército pensa. Ele se baseou, número um, na legalidade, número dois, na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade. E número três, não ser o Exército um fator de instabilidade, ele manter a estabilidade do país. É óbvio, né, que quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: 'Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?' Na minha visão, aí a minha visão que coincide com os meus companheiros do Alto Comando do Exército, nós estamos numa situação daquilo que poderíamos lembrar lá da tábua de logaritmos, 'aproximações sucessivas'. Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso. Agora, qual é o momento para isso? Não existe fórmula de bolo. Nós temos uma terminologia militar que se chama 'o Cabral'. Uma vez que Cabral descobriu o Brasil, quem segue o Cabral descobrirá alguma coisa. Então não tem Cabral, não existe Cabral de revolução, não existe Cabral de intervenção. Nós temos planejamentos, muito bem feitos. Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí. E a minha geração, e isso é uma coisa que os senhores e as senhoras têm que ter consciência, ela é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu, de forma covarde, de forma não coerente com os fatos que ocorreram no período de 64 a 85. E isso marcou a geração. A geração é marcada por isso. E existem companheiros que até hoje dizem assim, 'poxa, nós buscamos a fazer o melhor e levamos pedradas de todas as formas'. Mas por outro lado, quando a gente olha o juramento que nós fizemos, o nosso compromisso é com a nação, é com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não. O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos de qualquer maneira atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas. Essa é a realidade.

Rubens Valente
No fAlha

O “fora Temer!” só não é escutado no Congresso e no STF


Por Jeferson Miola

O “fora Temer” é o hit que faz sucesso estrondoso no Brasil. E, também, no exterior, sempre que o usurpador Michel Temer ou algum integrante da sua cleptocracia [“governo de ladrões”, em grego] cumpre alguma agenda no estrangeiro.

A coisa está tão entranhada que, numa das agendas que o usurpador cumpriu no exterior, o locutor da cerimônia oficial chegou a anunciá-lo pelo que supunha ser seu nome, e então convidou para fazer o uso da palavra “o Senhor fora Temer!”.

O “fora Temer!” é ovacionado em formaturas, cultos religiosos, missas, shows, jogos de futebol, assembléias de trabalhadores e, inclusive, em protestos de taxistas.

É quase uma unanimidade nacional; um verdadeiro clamor que só não é defendido por menos de 3% da população brasileira; 97% quer o “fora Temer!”.

O “fora Temer!” é uma manifestação onipresente e onisciente. Está nas esquinas, nos cafés, nos bares, nas conversas de vizinhos, nas filas de banco, nas gôndolas dos supermercados, nos ensaios musicais, nas peladas de futebol, nos estádios, nos terminais de ônibus, nas filas dos mictórios públicos, nas vilas, nos tiroteios entre traficantes e policiais.

Bastam 3 pessoas reunidas e, se alguém grita “fora Temer!”, o encontro restrito e particular vira uma assembléia pública massiva gritando “fora Temer!”, “fora Temer!”, “fora Temer!”.

O “fora Temer!” se converteu numa espécie de saudação entre as pessoas. Quando alguém pergunta: “E aí, tudo bem?”, a resposta é “fora Temer!, tá tudo bem”.

Os gaúchos e paulistas, por exemplo, adotaram uma resposta original para responder à saudação “E aí, tudo bem?”.

Os gaúchos, por razões que a óbvia realidade regional impõe, respondem: “fora Temer, Sartori e Marchezan!, está tudo bem”. Os paulistas, por seu turno, respondem: “fora Temer, Alckmin e Dória!, tá tudo certo”.

No Rock in Rio não foi diferente. Uma multidão humana aderiu à campanha “believe earth” lançada pela modelo Gisele Bündchen gritando incansavelmente “fora Temer!”, “fora Temer!”, “fora Temer!”.

O “fora Temer!” é um sucesso nacional e internacional. O “fora Temer!”, todavia, só não é escutado onde deveria, que é no Congresso e no STF.

Não há nada de anormal nisso. Afinal, tanto o Congresso quanto o STF integraram a engrenagem do golpe jurídico-midiático-parlamentar perpetrado em 2016 através do impeachment fraudulento da Presidente Dilma.

O establishment, que exerce o poder econômico, o poder judicial, o poder midiático, o poder político, o poder parlamentar e o poder cultural, já decidiu que não terá “fora Temer!”.

A oligarquia golpista está decidida a derreter o Brasil até o fim.

sábado, 16 de setembro de 2017

ARYY SILVA – A BELA DA SEMANA


No cobiçado rol das impecáveis prevalece a beleza sem igual das morenas, elas por sua vez esbanjam formosura... Esta que hora louvamos, tem para si uma legião de fãs que como devotos de uma deidade, prestam à ela o devido culto, pois, esta moça tem em si as atrações peculiares da formosura feminina.

Caprichosamente nascidas para fascinar, tais mulheres são adornos a favorecer lugares, olhares e o que com elas possuam proximidade, porém, quando belas, elas tem tudo para tornarem-se incomparáveis, e na condição virtuosa da beleza, quando tais criaturas atendem ao nosso convite para aqui agregar admiradores, nosso ego infla e a honra desmedida nos dá o direito de nos orgulharmos, uma vez que nos tornamos vitrine da beleza feminina.

Uma vitrine onde expomos toda a grandeza de nossas musas, de musas com a mesma realeza de Aryy Silva, que devido aos seus caprichos, lhe é conferido o direito de pisar onde tão semente as cobiçadas pisam, Aryy Silva compõe a lista das insuperáveis e por assim ser, eis que destinamos à ela nosso respeito e admiração, à ela que por hora sustenta a bandeira das impecáveis belas da semana.

Neste ensejo nossa homenagem é para ela, sua beleza é fundamental, sendo assim, ela é indispensável, é necessária, ela é referência quando em pauta o assunto está em torno da beleza feminina. Ela é um modelo a ser seguido, ela é norte a conduzir aquelas que buscam o que é preciso para ser uma bela mulher.

Sabemos, portanto, que por mais que falarmos sobre a grandeza de uma bela, em especial esta que hora nos confia sua presença, tais definições não irão descrever a exatidão, a maravilha explícita em sua imagem... Aryy Silva é admirável, ela é uma das raras, ela é uma das tais, ela está entre as únicas.

Se é de se admirar a quantia de belas mulheres neste lugar, nos causa também orgulho poder contar com a confiança e o respeito destes seres que iguais à Aryy, são providas de superioridade, uma vez mulher, tais criaturas por si só já conquistaram o posto de rainhas, ademais, sendo belas, criaturas semelhantes à esta, alcançam os píncaros da glória e tornam-se soberanas, tudo devido sua inegável condição de mulher bonita!

Por isso concluímos que Aryy Silva está além de palavras. A ela cabe o título de Deusa, ela é fascinação que nos seduz, é formosura que nos adestra, é encanto que nos domina...

Somos guiados pelo poder da feminilidade e do fascínio procedente de Aryy Silva, ela é fato, é magia, é encanto...

 A beleza é atração a adornar ambientes, a beleza, pois, quando contida em uma mulher, torna-se incomparável, assim é Arry Silva...

Apreciem leitores, ela está entre nós, venturosos são os olhos que a veem, venturosos são aqueles que tem-lhe estreita amizade, ela supera os melhores adjetivos, ela existe para ser apreciada, a ela o nosso respeito, Aryy Silva  é a bela da semana.

*ARYANE SILVA – Nova Londrina/PR – Filha de Cleuza da Silva e  José Julião Aryy é torcedora do Santos.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

É difícil que Câmara aceite nova denúncia de Janot contra Temer, dizem especialistas

Mobilização popular será decisiva para posicionamento de deputados, avaliam Patrus Ananias e Fernando Horta.


Kátia Guimarães

A autorização da Câmara dos Deputados para abrir processo de investigação criminal contra o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), e seu consequente afastamento só irá vingar se houver mobilização da população e entidades organizadas da sociedade civil. Essa é a opinião de fontes ouvidas pelo Brasil de Fato logo após a formalização, na noite dessa quinta-feira (14), da segunda denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Temer, os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral; e os integrantes do PMDB Eduardo Cunha (RJ), Henrique Eduardo Alves (RN), Geddel Vieira Lima (BA) e Rodrigo Rocha Loures (PR) foram denunciados por organização criminosa e obstrução à justiça. Os executivos Joesley Batista, um dos donos da JBS, e Ricardo Saud também foram denunciados.

Segundo a denúncia, eles cometeram crimes em troca de propina da Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer é apontado como o líder de uma suposta organização criminosa. A acusação contra Temer de obstrução da Justiça refere-se à delação da JBS de que o presidente teria autorizado a compra do silêncio de Cunha e do operador financeiro Lúcio Funaro.

O deputado Patrus Ananias (PT-MG) admite que a luta na Câmara para a admissibilidade da denúncia será árdua. “A Câmara, infelizmente, tem uma maioria extremamente conservadora, está muito rebaixada do ponto de vista ético, moral e dos compromissos com o povo brasileiro. Nós devemos trabalhar na Câmara, mas é fundamental também que a sociedade se mobilize”, afirma. 

Segundo ele, é preciso ainda levar em consideração que o governo Temer está deslegitimado não só por conta das consecutivas denúncias de corrupção envolvendo o presidente e seus ministros, mas pelo desmonte do Estado e caça aos direitos sociais que está sendo promovido por sua gestão. “Vai ficando cada vez mais claro que o senhor Michel Temer não tem condição de governar o país. Independente de aspectos jurídicos e do posicionamento da Câmara, está claro que ele está incompatibilizado com a nação brasileira”, afirma.

Outro ponto abordado por Patrus é que o processo de afastamento do presidente golpista deve também envolver uma discussão para sobre o que vem depois e, neste caso, deve ser a convocação de eleições diretas com a garantia da participação do ex-presidente Lula na disputa à presidência da República.

O pesquisador e historiador da Universidade de Brasília (UnB) Fernando Horta também acredita que só um novo ator no cenário político poderia levar ao afastamento de Temer, pois com a atual correlação de forças políticas, ele diz que a votação desta denúncia será ainda mais fácil do que a primeira. Isso, se deve, principalmente, em função de um processo em curso de deslegitimação da delação dos executivos da JBS, que já tiveram seus benefícios suspensos em razão do descumprimento de regras previstas nos depoimentos.

Esse, inclusive, é um dos principais argumentos da defesa do presidente Temer e sua base governista na Câmara. Outro ponto, apontado pelo professor, é saber se a delação de Lúcio Funaro, apontado como o operador financeiro do PMDB, contém provas robustas: “A gente tem que ver o que ele tem de provas, porque uma das coisas que está ficando patente para todo mundo é que a mera delação não se sustenta”.

Sobre a influência da mídia comercial nesse processo, Horta ainda diz ser preciso levar em conta a postura da Rede Globo. “A Globo já deu provas que não está mais do lado do Temer. Se ela comprar essa legitimação, pode haver algum tipo de pressão contra Temer, mas eu duvido que essa Câmara venha a incomodá-lo. Eu acredito que vamos ter o Temer até 2018”, afirma.

Um fator que pode colaborar com a mobilização é a economia e o impacto da reforma trabalhista e da terceirização na vida do trabalhador. Isso pode levar, avalia Horta, a uma conscientização maior de o quanto o governo golpista tem sido danoso ao país: “Isso vai provocar um terremoto na vida das pessoas mais pobres”.

Edição: Vanessa Martina Silva
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