APRESENTADO A COMARCA PARA O MUNDO E O MUNDO PARA A COMARCA

TEMOS O APOIO DE INFOMANIA SOLUÇÕES EM INFORMÁTICA Fones 9986 1218 - 3432 1208 - AUTO-MECÂNICA IDEAL FONE 3432-1791 - 9916-5789 - 9853-1862 - JOALHERIA OURO BRANCO 44 9839-3200 - NOVA ÓTICA Fone (44) 3432 -2305 Cel (44) 8817- 4769 Av. Londrina, 935 - Nova Londrina/PR - VOCÊ É BONITA? VENHA SER A PRÓXIMA BELA DA SEMANA - Já passaram por aqui: *Thays e Thamirys - ELLEN SOARES - DARLENE SOARES - MILENA RILANI - ISTEFANY GARCIA - ARYY SILVA - ARIANE SILVA - MAYARA TEIXEIRA - MAYARA TAKATA - PAOLA ALVES - MORGANA VIOLIM - MAIQUELE VITALINO - BRENDA PIVA - ESTEFANNY CUSTÓDIO - ELENI FERREIRA - GIOVANA LIMA - GIOVANA NICOLINI - EVELLIN MARIA - LOHAINNE GONÇALVES - FRANCIELE ALMEIDA - LOANA XAVIER - JOSIANE MEDEIROS - GABRIELA CRUZ- KARINA SPOTTI - TÂNIA OLIVEIRA - RENATA LETÍCIA - TALITA FERNANDA - JADE CAROLINA - TAYNÁ MEDEIROS - BEATRIZ FONTES - LETYCIA MEDEIROS - MARYANA FREITAS - THAYLA BUGADÃO NAVARRO - LETÍCIA MENEGUETTI - STEFANI ALVES - CINDEL LIBERATO - RAFA REIS - BEATRYZ PECINI - IZABELLY PECINI - THAIS BARBOSA - MICHELE CECCATTO - JOICE MARIANO - LOREN ZAGATI - GISELE BERNUSSO - RAFAELA RAYSSA - LUUH XAVIER - SARAH CRISTINA - YANNA LEAL - LAURA ARAÚJO TROIAN - GIOVANNA MONTEIRO DA SILVA - PRISCILLA MARTINS RIL - GABRIELLA MENEGUETTI JASPER - MARIA HELLOISA VIDAL SAMPAIO - HELOÍSA MONTE - DAYARA GEOVANA - ADRIANA SANTOS - EDILAINE VAZ - THAYS FERNANDA - CAMILA COSTA - JULIANA BONFIM - MILENA LIMA - DYOVANA PEREZ - JULIANA SOUZA - JESSICA BORÉGIO - JHENIFER GARBELINI - DAYARA CALHEIROS - ALINE PEREIRA - ISABELA AGUIRRE - ANDRÉIA PEREIRA - MILLA RUAS - MARIA FERNANDA COCULO - FRANCIELLE OLIVEIRA - DEBORA RIBAS - CIRLENE BARBERO - BIA SLAVIERO - SYNTHIA GEHRING - JULIANE VIEIRA - DUDA MARTINS - GISELI RUAS - DÉBORA BÁLICO - JUUH XAVIER - POLLY SANTOS - BRUNA MODESTO - GIOVANA LIMA - VICTÓRIA RONCHI - THANYA SILVEIRA - ALÉKSIA LAUREN - DHENISY BARBOSA - POLIANA SENSON - LAURA TRIZZ - FRANCIELLY CORDEIRO - LUANA NAVARRO - RHAYRA RODRIGUES - LARISSA PASCHOALLETO - ALLANA BEATRIZ - WANDERLÉIA TEIXEIRA CAMPOS - BRUNA DONATO - VERÔNICA FREITAS - SIBELY MARTELLO - MARCELA PIMENTEL - SILVIA COSTA - JHENIFER TRIZE - LETÍCIA CARLA -FERNANDA MORETTI - DANIELA SILVA - NATY MARTINS - NAYARA RODRIGUES - STEPHANY CALDEIRA - VITÓRIA CEZERINO - TAMIRES FONTES - ARIANE ROSSIN - ARIANNY PATRICIA - SIMONE RAIANE - ALÉXIA ALENCAR - VANESSA SOUZA - DAYANI CRISTINA - TAYNARA VIANNA - PRISCILA GEIZA - PATRÍCIA BUENO - ISABELA ROMAN - RARYSSA EVARISTO - MILEIDE MARTINS - RENATHA SOLOVIOFF - BEATRIZ DOURADO - NATALIA LISBOA - ADRIANA DIAS - SOLANGE FREITAS - LUANA RIBEIRO - YARA ROCHA - IDAMARA IASKIO - CAMILA XAVIER - BIA VIEIRA - JESSICA RODRIGUES - AMANDA GABRIELLI - BARBARA OLIVEIRA - VITORIA NERES - JAQUE SANTOS - KATIA LIMA - ARIELA LIMA - MARIA FERNANDA FRANCISQUETI - LARA E LARISSA RAVÃ MATARUCO - THATY ALVES - RAFAELA VICENTIN - ESTELLA CHIAMULERA - KATHY LOPES - LETICIA CAVALCANTE PISCITELI - VANUSA SANTOS - ROSIANE BARILLE - NATHÁLIA SORRILHA - LILA LOPES - PRISCILA LUKA - SAMARA ALVES - JANIELLY BOTA - ELAINE LEITE CAVALCANTE - INGRID ZAMPOLLO - DEBORA MANGANELLI - MARYHANNE MAZZOTTI - ROSANI GUEDES - JOICE RUMACHELLA - DAIANA DELVECHIO - KAREN GONGORA - FERNANDA HENRIQUE - KAROLAYNE NEVES TOMAS - KAHENA CHIAMULERA - MACLAINE SILVÉRIO BRANDÃO - IRENE MARY - GABRIELLA AZEVEDO - LUANA TALARICO - LARISSA TALARICO - ISA MARIANO - LEIDIANE CARDOSO - TAMIRES MONÇÃO - ALANA ISABEL - THALIA COSTA - ISABELLA PATRICIO - VICTHORIA AMARAL - BRUNA LIMA - ROSIANE SANTOS - LUANA STEINER - SIMONE OLIVEIRA CUSTÓDIO - MARIELLE DE SÁ - GISLAINE REGINA - DÉBORA ALMEIDA - KIMBERLY SANTOS - ISADORA BORGHI - JULIANA GESLIN - BRUNA SOARES - POLIANA PAZ BALIEIRO - GABRIELA ALVES - MAYME SLAVIERO - GABRIELA GEHRING - LUANA ANTUNES - KETELEN DAIANA - PAOLLA NOGUEIRA - POLIANY FERREIRA DOS ANOS - LUANA DE MORAES - EDILAINE TORRES - DANIELI SCOTTA - JORDANA HADDAD - WINY GONSALVES - THAÍSLA NEVES - ÉRICA LIMA CABRAL - ALEXIA BECKER - RAFAELA MANGANELLI - CAROL LUCENA - KLAU PALAGANO - ELISANDRA TORRES - WALLINA MAIA - JOYCE SAMARA - BIANCA GARCIA - SUELEN CAROLINE - DANIELLE MANGANELLI - FERNANDA HARUE - YARA ALMEIDA - MAYARA FREITAS - PRISCILLA PALMA - LAHOANA MOARAES - FHYAMA REIS - KAMILA PASQUINI - SANDY RIBEIRO - MAPHOLE MENENGOLO - TAYNARA GABELINI - DEBORA MARRETA - JESSICA LAIANE - BEATRIS LOUREIRO - RAFA GEHRING - JOCASTA THAIS - AMANDA BIA - VIVIAN BUBLITZ - THAIS BOITO - SAMIA LOPES - BRUNA PALMA - ALINE MILLER - CLEMER COSTA - LUIZA DANIARA – ANA CLAUDIA PICHITELLI – CAMILA BISSONI – ERICA SANTANA - KAROL SOARES - NATALIA CECOTE - MAYARA DOURADO - LUANA COSTA - ANA LUIZA VEIT - CRIS LAZARINI - LARISSA SORRILHA - ROBERTA CARMO - IULY MOTA - KAMILA ALVES - LOISLENE CRISTINA - THAIS THAINÁ - PAMELA LOPES - ISABELI ROSINSKI - GABRIELA SLAVIERO - LIARA CAIRES - FLÁVIA OLIVEIRA - GRAZI MOREIRA - JESSICA SABRINNI - RENATA SILVA -SABRINA SCHERER - AMANDA NATALIÊ - JESSICA LAVRATE - ANA PAULA WESTERKAMP- RENATA DANIELI - GISELLY RUIZ - ENDIARA RIZZO - *DAIANY E DHENISY BARBOSA - KETLY MILLENA - MICHELLE ENUMO - ISADORA GIMENES - GABRIELA DARIENSO - MILENA PILEGI - TAMIRES ONISHI - EVELIN FEROLDI - ELISANGELA SILVA - PAULA FONTANA CAVAZIM - ANNE DAL PRÁ - POLLIANA OGIBOWISKI - CAMILA MELLO - PATRICIA LAURENTINO - FLOR CAPELOSSI - TAMIRES PICCOLI - KATIELLY DA MATTA - BIANCA DONATO - CATIELE XAVIER - JACKELINE MARQUES - CAROL MAZZOTTI - DANDHARA JORDANA - BRENDA GREGÓRIO - DUDA LOPES - MILENA GUILHEN - MAYARA GREGÓRIO - BRUNA BOITO - BETHÂNIA PEREIRA - ARIELLI SCARPINI - CAROL VAZ - GISELY TIEMY -THAIS BISSONI - MARIANA OLIVEIRA - GABRIELA BOITO - LEYLLA NASCIMENTO - JULIANA LUCENA- KRISTAL ZILIO - RAFAELA HERRERA - THAYANA CRISTINA VAZ - TATIANE MONGELESKI - NAYARA KIMURA - HEGILLY CORREIA MIILLER - FRANCIELI DE SANTI - PAULA MARUCHI FÁVERO - THAÍS CAROLINY - IASMIM PAIVA - ALYNE SLAVIERO - ISABELLA MELQUÍADES - ISABELA PICOLLI - AMANDA MENDES - LARISSA RAYRA - FERNANDA BOITO - EMILLY IZA - BIA MAZZOTTI - LETICIA PAIVA - PAOLA SLAVIERO - DAIANA PISCITELLE - ANGELINA BOITO - TALITA SANTOS Estamos ha 07 anos no ar - Mais de 700 acessos por dia, mais de um milhão de visualizações - http://mateusbrandodesouza.blogspot.com.br/- Obrigado por estar aqui, continue com a gente

sábado, 21 de outubro de 2017

Thays e Thamirys – As Belas da Semana


Quando o sentido da visão é agraciado e ao mesmo tempo confundido é porque estamos diante de uma semelhança que desafia a percepção, é quando repentinamente nossa atenção tem como foco a grandeza de detalhes igualmente distribuídos pela genialidade da genética que caprichosamente se repete e se irmana numa e noutra criatura... Impossível é não admirarmos a igualdade e não procurarmos diferenças quando ambas estão lado a lado...

Na justa atitude de cultuarmos a grandeza feminina, é obvio que não poderiam faltar as admiráveis Thays e Thamirys, seguindo a lógica onde prestamos homenagem aos seres dotados de beleza, é claro que estas irmãs estariam adornando o pedestal das belas, a ausência de ambas se daria somente se elas não aceitassem nosso convite, porém, a boa sorte conspirou a nosso favor e neste ensejo, os ledores da formosura feminina têm suas retinas beneficiadas duas vezes com o colírio natural procedente exclusivamente por uma beleza semelhante e sem igual...

Se existe diferença entre elas, tal diferença está em detalhes mínimos, em traços quase microscópicos, perceptíveis apenas por quem tem estreito convívio com as mesmas... Talvez a diferença esteja na estatura desta ou daquela, porém, a imagem retratada em fotos nos deixa admirados dada a similaridade apresentada nestas irmãs cúmplices da confusão alheia...

É possível que a não semelhança exista até mesmo no que é impecavelmente igual, no caso destas irmãs, talvez a diferença maior, esteja nas aptidões que caracterizam a individualidade de cada uma do que nos traços de seus rostos . Numa curta e curiosa conversa sobre a rotina de Thamirys e Thays, pode-se ter a ciência que uma seja tentada pelo açúcar e outra pelo sal, porém, procurar extremos no que visivelmente é igual, é tornar ainda mais louvável o esmero da genética.

Assim são Thays e Thamirys, componentes do rol das belas, causadoras de admiração, gêmeas elas confundem a própria lógica, são diferentes por ser iguais, não bastando a beleza incontestável, tal beleza tornou-se duas e tal repetição, enriquece ainda mais este espaço onde é propagada e reverenciada a realeza feminina...

Elas dão um toque especial a nossa página, são belas e possuidoras de uma simpatia igualmente cativante, um brinde ao amor fraternal que compõe uma história que desperta admiradores por toda vida, são gêmeas, são seletas, são fascinantes, Thays e Thamirys são as belas da semana.

*THAYS BARBOSA DE OLIVEIRA E THAMIRYS BARBOSA DE OLIVEIRA– Marilena – PR – Filhas de Shirlei Bezerra de Oliveira e Paulo Barbosa de Oliveira, ambas torcem para o Corinthians. Thays cursa História na UNESPAR Campus de Paranavaí e Thamirys cursa Ciências Biológicas também na UNESPAR Campus de Paranavaí.








sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Escravidão não é só algema e açoite, diz procuradora do Trabalho

“Inconstitucional”, “um desastre” e “um retrocesso inimaginável”. Essas foram algumas das expressões utilizadas pela procuradora do Ministério Público do Trabalho, Débora Tito, ao se referir à portaria 1.129/2017, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda (16). A medida do Ministério do Trabalho altera o conceito de trabalho escravo e dificulta a fiscalização e o combate a essa prática.


Por Joana Rozowykwiat

“A portaria é absurda tanto do ponto de vista formal – porque uma portaria não poderia derrogar a lei –, quanto do ponto de vista material. O que está sendo dito ali é um retrocesso inimaginável, para um país que tem o reconhecimento internacional pela sua luta contra o trabalho escravo”, avaliou Débora Tito, que é coordenadora regional de Erradicação do Trabalho Escravo em Pernambuco.

O artigo 149 do Código Penal define que quatro elementos podem caracterizar trabalho escravo: servidão por dívida, condições degradantes, jornada exaustiva e trabalho forçado. Passando por cima desta legislação, a portaria estabelece que, para ser considerada a jornada exaustiva ou a condição degradante, é necessário haver privação do direito de ir e vir do trabalhador.

De acordo com a procuradora, o Ministério retrocede na definição do conceito de trabalho escravo e restringe a sua tipificação a uma situação que nem mesmo antes da abolição da escravatura existia necessariamente.

“A portaria restringe o trabalho escravo só à situação das algemas. A escravidão nunca foi justa, mas já foi legal. E, mesmo na época em que ela era legalizada, muitas vezes os trabalhadores tinham o direito de ir e vir. Tanto que vários quilombos foram formados assim. Os trabalhadores não estavam necessariamente em cárcere privado, mesmo quando a escravidão era legal”, criticou Débora.

Ela destacou que a liberdade tolhida pelo trabalho escravo não é simplesmente a de ir e vir, como sugere a portaria. “Ao ler o texto, a gente só pensa numa figura do trabalhador sendo açoitado, algemado. E o trabalho escravo não é só isso. Você ser propriedade de outrem é você estar com sua dignidade ferida ao ponto de você ser um objeto. O trabalho escravo cerceia a liberdade de autodeterminação, a liberdade de o cidadão se entender como um ser livre. Não é apenas o cerceio físico ou estar em cárcere privado”, disse.

A portaria estabelece ainda que a divulgação da chamada “lista suja”, que reúne as empresas e pessoas que usam trabalho escravo, passará a depender de uma “determinação expressa do ministro do Trabalho”. Pessoas físicas ou jurídicas incluídas na lista não podem solicitar financiamento público.

“Além disso, [o texto] diz que autos de infração têm que ser lavrados com boletim de ocorrência, fotografias, enfim, uma série de exigências. Ele realmente amarra toda a constatação de que há trabalho escravo, tanto do ponto de vista formal, quanto na própria atuação dos auditores no momento da inspeção. Nesse ponto, também é um desastre, porque cria requisitos que praticamente impossibilitarão a autuação por trabalho escravo. Até quando se encontrar alguém em cárcere privado vai ser difícil”, previu a procuradora.

Ela apontou ainda uma “usurpação de poderes”, com a publicação das mudanças definidas pelo Executivo. “Está havendo uma interferência evidente do Executivo no Judiciário. A instância administrativa agindo como se fosse uma instância judicial”, afirmou, reiterando que a portaria é inconstitucional.

Na prática, as alterações – que agrada à bancada ruralista, às vésperas da análise da denúncia contra Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça – dificultam a punição de flagrantes situações degradantes.

Para Débora, o fato de a própria Secretaria de Inspeção do Trabalho não ter sido consultada sobre as mudanças na regra só reforça a ideia de que a portaria atende a objetivos políticos. “É algo totalmente político. É mal redigida, vai contra a legislação. O próprio órgão do Ministério do Trabalho que lida com isso não sabia de nada. Para mim, isso é a comprovação de que foram motivações políticas, e do pior tipo de política. Uma moeda de troca com setores conservadores, que são pegos pelo bolso. O vil metal está mandando de novo”, lamentou.

Depois de ter sido denunciado pela Comissão Pastoral da Terra em corte internacional, o Brasil passou a reconhecer formalmente, em 1995, a existência do trabalho escravo no país. A partir de então, uma série de medidas foi adotada, entre elas a criação do grupo móvel de fiscalização, o seguro-desemprego para trabalhadores resgatados, a prioridade para inserção no Bolsa Família.

De lá para cá, 40 mil pessoas foram resgatadas da condição de trabalho escravo, e o Brasil ganhou o reconhecimento internacional pelas boas práticas na erradicação desse mal.

Agora, depois das alterações anunciadas nesta segunda, o país deve começar a ser visto como exemplo a não ser seguido. O coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antônio Carlos de Mello Rosa, classificou a portaria como uma regressão, que, a uma só vez, impede a fiscalização e esvazia a chamada "lista suja".

Segundo Débora Tito, as novas regras findarão por esconder o problema, maquiando as estatísticas. “Eles estão colocando o conceito de um jeito que vão vender o peixe de que se erradicou o trabalho escravo, mas que, na verdade, será deixar de olhar o problema como ele é. Estão colocando a legislação de forma que não se vai mais conseguir configurar o trabalho escravo. Ninguém vai mais conseguir atuar nesse sentido. Então vão zerar os dados, não porque se resolveu a questão, mas porque não se olha mais o problema”, encerrou.

Nesta terça (17), o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho recomendaram ao governo Michel Temer que revogue a portaria  que mudou as regras para a fiscalização do trabalho escravo. O Grupo de Trabalho Erradicação do Trabalho Escravo, da Defensoria Pública da União (DPU) também emitiu nota em repúdio às alterações.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mãos e pés femininos. Afrodisíacos no passado?

Os fetiches em geral não são novidades de nossa época e estiveram sempre presentes no comportamento humano.

Pés de Tamires Monção Berger

Até mesmo na bíblia encontramos a fascinação por estas extremidades dos corpos femininos, em cânticos dos cânticos 7 – 1 num culto à beleza feminina, lemos: “Ó filha de um príncipe, como são bonitos os seus pés calçados de sandálias”!....

Tamanho fascínio esteve também presente nos contos de fada, a história da Cinderela é na verdade um exemplo de lascívia que pés ou mãos femininas causavam em homens de diferentes tempos.

Este fetichismo explicitou-se  com maior intensidade no século XIX, apesar do clima de sexualidade austera e reprimida que os manuais de comportamento ditavam em especial para as mulheres da época. Naquele mundo de corpos cobertos, mãos e pés assumiam um papel afrodisíaco. Para melhor explicar essa situação naquele século, nos embasamos em um trecho do livro “Histórias de Amor no Brasil, de autoria de Mary Del Priore – Uma historiadora bastante indicada para os que estudam o Brasil oitocentista”. Vamos ao trecho:

“Se quase todos procuravam melhorar ou se enfeitar para casar, não faltavam na época critérios de beleza. Partes do corpo, sexualmente atrativas, designavam, entre tantas jovens casadoiras, as mais desejadas. Esses verdadeiros lugares de desejo, para não dizer de obsessão dos leões, gaviões ou gamenhos, atualmente não fazem o menor sucesso.

Do corpo inteiramente coberto da mulher o que sobrava eram as extremidades. Mãos e pés eram os que mais atraíam olhares e atenções masculinas. Grandes romances do século XIX, como A Pata da Gazela ou A Mão e a Luva revelam, em metáforas, o caráter erótico dessas partes do corpo. Mãos tinham de ser longas e possuidoras de dedos finos acabando em unhas arredondadas e transparentes.

Vejamos José de Alencar descrevendo uma de suas personagens, a Emília: “Na contradança as pontas de seus dedos afilados, sempre calçados nas luvas, apenas roçavam a palma do cavalheiro; o mesmo era quando aceitava o braço de alguém.” Não apenas os dedos eram alvo de interesse, mas seu toque ou os gestos daí derivados revelavam a pudicícia de uma mulher. O ideal é que estivessem, sempre, no limite do nojo ou da repugnância por qualquer contato físico.

Pequenos, os pés tinham de ser finos, terminando em ponta; a ponta era a linha de mais alta tensão sensual. Faire petit pied era uma exigência nos salões franceses; as carnes e os ossos dobrados e amoldados às dimensões do sapato deviam revelar a pertença a um determinado grupo social, grupo no interior do qual as mulheres pouco saíam, pouco caminhavam e, portanto, pouco tinham em comum com as escravas ou trabalhadoras do campo ou da cidade, donas de pés grandes e largos.

Os pés pequenos, finos e de boa curvatura, modelados pela vida de ócio, eram emblemas de “uma raça”, expressão anatômica do sangue puro, sem manda de raça infecta, como se dizia no século XVIII. Circunscrita, cuidadosamente embrulhada no tecido do sapato, essa região significou, muitas vezes, o primeiro passo na conquista amorosa. Enquanto o príncipe do conto de fadas europeu curvava-se ao sapatinho de cristal da Borralheira, entre nós os namoros começavam por uma “pisadela”, forma de pressionar ou de deixar marcas em em lugar tão ambicionado pelos homens.  Tirar gentilmente o chinelo ou descalçar a mule era o início de um ritual no qual o sedutor podia ter uma vista do longo percurso a conquistar. Conquista que tinha seu ponto alto na “bolina dos pés”, afagos que se trocavam nessa zona altamente sensível”.

DEL PRIORE, Mary. História do Amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2006. p 153-154.

A portaria de Temer e o chicote na mão do capital

Imbuído de impor uma agenda retrógrada e de total desmonte dos direitos sociais e trabalhistas, o governo Michel Temer, através do Ministério do Trabalho, avança mais uma vez contra a classe trabalhadora ao publicar portaria que dificulta a caracterização do trabalho escravo no Brasil.


O que testemunhamos é uma ofensiva sem limites contra o nosso povo. Essa decisão não só atende aos interesses daqueles que exploram de forma desumana a classe trabalhadora, como dificulta a fiscalização dos que ainda hoje são condenados a condições de total precarização.

Uma medida como essa, associada à terceirização e à reforma trabalhista, constroem o cenário ideal para um mundo de trabalho precarizado e com altos índices de mortalidade, já que para ser considerado “trabalho escravo” a nova norma exige a existência de cerceamento de liberdade. E mais, exige a prova de que houve ou não consentimento do trabalhador.

O que presenciamos não é somente a dissolução de normas que equilibraram a relação capital-trabalho, é mais que isso, é a redução do trabalho a patamares arcaicos, é a redução do trabalhador e da trabalhadora a condições de violência e embrutecimento.

Essa portaria contraria todas as normas internacionais e o Art. 149 do Código Penal, no qual se lê que é crime reduzir alguém à condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou à jornada exaustiva.

Munida de uma modernidade retórica, a gestão Temer está enterrando o futuro de gerações. Essa medida não objetiva, de maneira nenhuma, enfrentar o trabalho escravo ou qualquer tipo de precarização, antes disso ela impossibilita o trabalho das instituições que combatem esse tipo de modalidade e que lutam pelo avanço do trabalho digno, com valorização e geração de emprego.

Adilson Araújo, é presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Filho de José Roberto Marinho assume Esporte e demite 50 jornalistas da Globo

O filho de José Roberto Marinho assumiu o setor de Esporte após a unificação de 3 produtos Globo, em meio à demissão de cerca de 50 profissionais produtores de conteúdo. A editoria saiu das mãos de Ali Kamel, ou seja, não estará mais subordinada ao jornalismo, pois ficará sob responsabilidade de Roberto Marinho Neto.


Por Luis Nassif

Segundo informações do blog do Sergio Rezende, o "critério para as demissões, segundo apurou o site, foi dispensar os mais antigos da empresa, maiores salários e que, recentemente, estavam engajados em projetos como Copa do Mundo e Olimpíadas, e que agora tornaram-se mão de obra desnecessária."

"As dispensas teriam sido sugeridas por auditorias que fizeram um levantamento e chegaram a conclusão que os cortes poderiam chegar a 50 pessoas sem prejuízo da qualidade do produto", acrescentou.

Já o jornalista Maurício Stycer, após entrar em contato com a Globo, publicou na tarde desta terça (17) que "cerca de 40 profissionais estão sendo demitidos desde a segunda-feira (16) sob a justificativa de que é preciso eliminar a sobreposição de funções entre Globo, SporTV e site globoesporte.com."

"A área de esportes, agora completamente independente do jornalismo, está sob o comando de Roberto Marinho Neto. Abaixo dele, há três diretorias: conteúdo, negócios e planejamento. Os cortes estão ocorrendo justamente na área de conteúdo."

A demissão do jornalista Cesar Seabra foi a que causou mais "surpresa" porque "coube justamente a ele, neste último ano, a tarefa de liderar em São Paulo o processo de sinergia entre as redações de esportes da TV Globo, SporTV e globoesporte.com."

O QUE DIZ A GLOBO

“Desde outubro de 2016, quando a área de Esportes passou a atuar em um novo modelo organizacional, trabalhamos intensamente para implementar uma estrutura funcional ainda mais dinâmica. O projeto como um todo não nasceu com o objeto de cortar pessoas e sim de rever a forma de atuação das diferentes áreas que atendem ao Esporte, criando uma visão sinérgica", afirmou a Globo em nota.

"Houve ajustes em função do desenho integrado ideal e uma readequação dos cargos, respeitando os perfis e capacidades técnicas de nossos profissionais. Todos os funcionários de Esportes já fazem parte de uma estrutura integrada, subordinada à direção de Esportes do Grupo Globo. Haverá uma readequação dos cargos, respeitando os perfis e capacidades técnicas de nossos profissionais", acrescentou.

Via - Jornal GGN

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

PRIVATIZAÇÕES - PR: Educação e saúde: a gestão pública à sombra de interesses privados

Embora não constem no plano de privatização de Temer, as duas áreas enfrentam processos de desmonte.


Daniel Giovanaz

Saúde e educação são direitos assegurados na Constituição de 1988. As duas áreas não constam no pacote de privatizações do governo Temer (PMDB), mas a gestão pública de escolas, universidades e unidades de saúde está cada cada vez mais sujeita a interesses privados.

Ricardo Barros (PP), nomeado ministro da Saúde após o golpe de 2016, havia sido eleito deputado federal pelo Paraná dois anos antes. O maior financiador de sua campanha foi Elon Gomes de Almeida, sócio do Grupo Aliança, um gigante do ramo de planos de saúde.

Assim que assumiu a pasta, o ministro divulgou a proposta de criação de planos de saúde privados de caráter “acessível”, para diminuir a demanda do SUS. Para o Conselho Federal de Medicina, a ideia só beneficia os “empresários da saúde suplementar, setor que movimentou, em 2015 e em 2016, em torno de R$ 180 bilhões”. Há uma semana, Barros passou a defender o aumento das mensalidades dos planos para pacientes acima de 60 anos.

Educação

O desvio de R$ 20 milhões do ensino estadual, apurado pela operação Quadro Negro, é um sintoma do desmonte do setor de educação no Paraná. O Ministério Público trabalha com a hipótese de que dinheiro, destinado a obras em escolas estaduais, tenha sido usado para bancar campanhas políticas do governador Beto Richa (PSDB) – ele nega todas as acusações.

Segundo Rosangela Petuba, presidenta da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Sinduepg), o abandono também se reflete na educação superior,. “Na UEPG, a verba de infraestrutura foi reduzida e está congelada desde 2010”, afirma. “O que o governo investiu na universidade em 2016 foi 20% do que ela precisou”, completa. Os professores estão há três anos sem reposição salarial, o que, segundo Rosângela, faz parte de uma ação coordenada de ataque ao serviço público: “E a universidade é muito mal vista nesse processo, porque ainda é um reduto de resistência a esse tipo de projeto”.

Na Universidade Federal do Paraná  (UFPR), houve um contingenciamento – atraso ou parcelamento – de R$ 7 milhões. Todas as obras foram paralisadas, e quem mais sente na pele os cortes de investimentos são os funcionários terceirizados: 10% do setor de limpeza e segurança foi cortado.

“O corte de 44% nos órgãos de financiamento para pesquisa é o mais pesado”, critica Herrmann Muller, presidente da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), que acrescenta que os mais prejudicados são os estudantes mais pobres. “O serviço público tem um princípio muito claro que é o atendimento à população como um todo, e não somente uma população elitizada”, finaliza.


Desmonte de Temer se repete nos municípios
Por Pedro Carrano*

Em maio de 2017, a reunião entre o governo Temer e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) foi marcada pelo pedido de ajuda das gestões municipais devido à dívida com a Previdência de R$ 75 bilhões. 

Mas, ao mesmo tempo, as gestões municipais passaram a apoiar o desmonte proposto pelo governo federal via reformas (trabalhista e previdência), além de aplicar o chamado ajuste fiscal, de corte de recursos. Embora a própria CNM admita, em documento, que não houve, em dez anos, grande aumento de gastos com o funcionalismo. 

Ainda em maio do mesmo ano, os legislativos de cidades como Curitiba, Colombo, Araucária e outras 26 cidades do Paraná buscam aprovar, às pressas, com uso de força policial, mudanças na previdência e nos salários do funcionalismo. 

“A gente estava na praça, na rua, num dia de greve, as pessoas viram que eles iam fazer a aprovação, e fomos para a Câmara. Eles saem de lá, vão para uma sala fechada e aprovaram, absolutamente sem debate”, afirma Neide Nóbrega, professora da rede municipal há 11 anos, em Araucária (PR). 

Temer piora Assistência Social e Saúde

Em pouco menos de um ano, Temer cancelou programas como a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), reduziu investimentos do Programa Mais Médicos (PMM), prejudicou programas como o Saúde da Família (PSF) entre outros. Na Assistência Social, o governo federal reduziu em mais de R$ 458 milhões os recursos para co-financiar o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) nos 5.568 municípios brasileiros.

*Colaborou Déa Rosendo
Edição: Ednubia Ghisi

Coletivo de mulheres idealiza campanha de tatuagens temporárias contra o assédio

A tatuagem temporária ‘NÃO É NÃO’ esteve estampada nos corpos de 4 mil mulheres durante a folia no Rio de Janeiro.


Jaqueline Deister

Uma pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e lançada neste ano no Brasil, apontou que, em 2016, 503 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no país. Os dados alarmantes juntamente com o assédio sexual nos espaços públicos, motivaram um grupo de mulheres a desenvolver uma iniciativa original que fez a diferença para muitas foliãs no último carnaval carioca.

A tatuagem temporária ‘NÃO É NÃO’ esteve estampada nos corpos de 4 mil mulheres durante a folia no Rio de Janeiro. A ideia surgiu a partir do assédio sofrido por uma das 4 idealizadoras do projeto. Luiza Campos integra a equipe do NÃO É NÃO, que já conta com mais de 50 colaboradoras. Ela explica que o sucesso da iniciativa motivou o coletivo de mulheres a desenvolver uma campanha de financiamento coletivo para que o projeto alcance outros estados.

 “A gente já bateu a primeira meta, que o objetivo era distribuir 5 mil tatuagens no Rio de Janeiro. Agora temos mais duas semanas de campanha e o nosso desejo é bater a terceira meta. Estamos correndo atrás da segunda meta que são R$ 18 mil e a terceira meta são R$ 33 mil. Na segunda meta a gente consegue distribuir 5 mil tatuagens em cinco cidades que são Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Recife. E a terceira meta, que a gente quer chegar, são 10 mil tatuagens em cada uma dessas cidades,” conta a integrante do projeto. 

De acordo com Luiza, o projeto construiu uma rede de parcerias em cinco estados para difundir o material da campanha e também as tatuagens temporárias, caso as metas sejam alcançadas.

“A gente formou uma rede de parceiras para distribuir nos estados. Entramos em contato  com ONG´s e blocos de carnaval feministas para poder garantir a distribuição deste material. A gente tem parceria em Salvador com a ONG Tamo Juntas!, em Recife estamos com o apoio dos blocos Vacas Profanas e Essa Fada. Em São Paulo o RitaLeena e aqui no Rio tem o Tambores de Olokun, o Pipoca e Guaraná e o Mulheres Rodadas e o Baque Mulher,” destaca. 

Além da campanha, o coletivo de mulheres está organizando debates sobre a questão do assédio. A campanha NÃO É NÃO termina no dia 31 de outubro, para apoiar o projeto acesse benfeitoria.com/naoenao.

Edição: Raquel Júnia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...